Uma pose no primeiro “pam!”. Um, dois, três e “pam!” outra pose dois três e “não perde a pose”: mãozinha pra cima, perna pro lado. Solta o cabelo e bate, pá pá! Mão de fora na barra, vira pro público. Passinho pra frente, girinho, sensualiza do outro lado.
E agora, um iô-iô? Isso é um giro iô-iô com uma variação de perna? Bom, é isso. Um giro, para atrás da barra e cambré. Gira pra frente com tronco abaixado e faz um charminho pra subir no “gostosa não chora”. Aproveita que vai sobrar um tempinho, faz um não com o dedo pra plateia. Pirouette, para! Madonna, para! Desce na sofrência, sobe com impacto e… se eu bater cabelo e descer aqui? Não a música é muito rápida, tá uma bosta. Preciso reduzir a quantidade de movimentos aqui. Preciso fazer um cardio também, senão eu morro antes do fim da música.
Tá tudo horrível, deixa eu ver o que o povo do FitDance tá fazendo. Vixe, tá pior que a minha invenção! E os genéricos do canal também. Por quê esse povo tá fazendo uma coreografia tão repetitiva? E sem um quadradinho? Como será que o corpo de baile da cantora se apresenta? É, agora eu entendo por que o povo anda xingando tanto as “coreografias de tiktok” de hoje em dia. E essa mulher não tem dez centavos de carisma pra se salvar, né? Cadê seu domínio de palco, Manu?! Brigou com Tony nos bastidores? Agora, preferia nem ter visto a cara dela. Diante disso, a minha criação está linda! O jeito é continuar, que já mandei a música pra organização.
Se essa descida tá muito longa e o giro atitude muito curto… e se eu trocar? Coloco só um charme de perninha aqui, dou um passinho e faço um roliúde… Pode dar certo, mas eu não posso terminar no chão. E se sair o atitude mesmo? Bora adicionar uma batidinha de cabelo então. Um cabelo e uma rebolada sempre salvam. Atitude ou roliúde, o negócio é sair um giro. E não parar atrás da barra, pelamor!

Roliúde (ou atitude), para agachada, batida de bunda pra cima duas vezes no “mata seu ex de raivinha”, rebola pra um lado e para o outro subindo, leg wave e charminho da boca borrada passando para o outro lado da barra. Cadê o ar no meu pulmão? Será que vou conseguir não suar tanto no dia? Calma, lá tem ar condicionado.
Vamos pra morte, quer dizer, pro twerk. Floor work e twerk. Diamante pro chão e uma descida escorpião. Uma batida de bunda pra cada lado e como a gente sobe? Não consigo fazer uma subida escorpião. A batida já vai em cento e oitenta bilhões por segundo. Mal deu um minuto. Morri.
Ok, chão vai ser enrolação. Agora que desceu, não sobe mais. Faz o cry baby e vira para fazer o polvo de frente pra barra, tenta virar para quatro apoio, mete mais um giro de cabelo e enrola e faz charminho. Se sobrar tempo, só sorri e balança as pernas. É uma ideia. Vai dar bom. Ou não.
Ainda bem que tenho alguns dias. Amanhã eu tento de novo.
Recadíneo
Eu sei, disse que tinha escrito coisas e não postei nada semana passada. Bad blogger, no cookies for her. Mas tivemos a festa da Casa Fluxo Pole Dance esse sábado e, claramente, só o que eu conseguia pensar era na minha “Coreogracinha”. Que eu concluí, na real, um dia antes da apresentação. rysos
O texto estranho de hoje foi, de certa forma, um ensaio também, para tentar fixar a sequência na minha cabeça. Pra quem ficou curiouser e pretende tentar: funcionou, viu?! Ainda que eu esteja espantada que tenha lembrado do leg wave na hora, porque esqueci em quase todos os ensaios. Também não caí no chão. Ponto para mim.
50 Tons de Oncinha
André estava lá fazendo vídeos de todas as divas bailantes da noite (e foram várias, um arraso atrás do outro) e decidi que você pode julgar por si mesma se minha coreo com look inspirado nas dançarinas de banda de forró dos anos 2000 prestou ou não:
Eu sei que me diverti horrores porque absolutamente ninguém estava esperando que eu fosse meter um batidão! (E deixa eu agradecer logo a Amanda, que botou um funk pra jogo e eu me senti acompanhada!)
Quem diria que eu menstruei no dia seguinte e me afundei numa jornada de 72 horas de dor e sangue! Nem parece!…
O conto da semana que vem já está agendado, viu? Até lá! <3


